20 coisas que aprendemos nesta quarentena

1. Lojas podem servir como centros de distribuição Algumas empresas como a Delivery Center já eram precursoras de um movimento que hoje se tornou comum. O confinamento nos mostrou que lojas físicas podem servir como meros centros de distribuição enquanto toda a venda ocorre no mundo online. Após o relaxamento da quarentena pode ser possível que as marcas percebam cada vez mais essa possibilidade e diminuam a quantidade de lojas físicas, optando por deixar apenas algumas que servirão como centros de distribuição ou criando pequenas lojas provisórias do tipo “pop up store”.


2. A micrologística tornou-se essencial para a economia no geral


Para que as lojas e restaurantes continuassem funcionando foi necessário que estas desenvolvessem um canal de distribuição que muitas não possuíam: a entrega via motoboys. Nos últimos anos a micrologística vem sendo cada vez mais utilizada por conta da popularização de aplicativos como iFood e Rappi. No momento atual, verificamos que entregas podem ser feitas rapidamente e gerenciadas por meio de plataformas. A tendência é que muitas empresas que passaram a utilizar o serviço permaneçam com essa linha de negócios após a quarentena.


3. As pessoas ainda não sabem usar a internet


Durante a quarentena notamos que muitas pessoas, independentemente da idade, não sabem usar a internet, programas de computador ou aplicativos de celular. A corrida por softwares que supram as necessidades dos trabalhadores que precisam se virar de suas casas deixou isso muito claro. Muitas pessoas nunca tinham utilizado ferramentas de vídeo call e acabaram se expondo de maneira desnecessária (até mesmo celebridades!).


Âncora de jornal espanhol foi flagrado com amante em vídeo call


Ao mesmo tempo, foram divulgados diversos ataques a empresas, muitos do tipo ransomware (sequestro de dados da empresa com pedido de resgate). Foi o caso da EDP em Portugal, por exemplo. Isso demonstra que na rápida e súbita busca pela digitalização algumas etapas foram puladas e as empresas não tomaram os cuidados necessários para evitar esse tipo de situação.


4. Número de compras em e-commerce aumentou


Impossibilitadas de comprar em lojas físicas e entediadas em casa, as pessoas passaram a realizar mais compras online. Isso pode ser notado inclusive nos rankings de reclamação de empresas como o Reclame Aqui, em que nos últimos 30 dias a maioria das reclamações estão relacionadas às empresas com operações digitais.





5. É possível fazer home office


Embora algumas empresas já adotassem o home office, muitas ainda resistiam. No entanto, a quarentena forçou a adoção desse regime de trabalho. O resultado foi que os colaboradores continuaram trabalhando e as empresas continuam funcionando. Apesar disso, como esse movimento não foi algo planejado, agora as empresas precisam tomar os cuidados necessários para proteger seus dados e evitar ataques cibernéticos ao adotar padrões de segurança na internet e no acesso de computadores. Ao mesmo tempo, essa constatação pode ter um significativo impacto no setor imobiliário. Cientes de que podem adotar o home office, as empresas podem não precisar de lajes corporativas como necessitavam anteriormente. Ao mesmo tempo, pode surgir outra necessidade no mercado imobiliário: espaços nos projetos de arquitetura e construção para home office nas casas e apartamentos.


6. O entretenimento mudou


Desde que entramos em quarentena as lives de artistas explodiram. Além disso, conforme os dias passam e permanecemos isolados, a qualidade das lives fica cada vez melhor. Em alguns casos, como a live realizada por Alok, tivemos até mesmo shows de luzes e pirotecnia.



Imagens da projeção de luzes da casa de Alok durante sua live


7. Os maiores auxiliam a cadeia para sobreviverem


Notamos também que “nenhum homem é uma ilha”. Os grandes agentes de mercado, melhor financiados do que os demais, tiveram que garantir financeiramente a sua cadeia para manter que seu próprio negócio permaneça de pé. Assim, vimos iFood criando fundos de suporte para restaurantes e entregadores; Magalu criando infraestrutura digital para lojistas; UBER e James oferecendo remunerações melhores aos seus parceiros. Afinal, se um elo da cadeia se quebrar, os demais também estão fadados ao mesmo fim.


8. Vamos viajar até o outro lado da rua


Isolados e trancados em casa, qualquer saída pela porta da frente parece ser uma aventura. Assim, não temos mais a mesma necessidade de viajar para longe como antes. Qualquer escapada para um parque já parece ser uma viagem para outro país.





9. Educação vem de casa


Para adultos a quarentena significou um tempo de estudar e aprender coisas novas: seja ler um livro, cursos gratuitos ou melhorar o aprendizado de instrumentos musicais e até mesmo na cozinha. O tédio nos forçou a isso.

De outro lado, as crianças têm mais oportunidade de aprender com os pais neste momento – não necessariamente física, português e matemática. Passando mais tempo juntos com os pais, as crianças agora podem se tornar uma geração muito mais ligada a valores familiares. A situação está forçando uma conexão maior com a família. Ainda mais quando as casas abrigam mais de uma geração – aí temos até um misto de valores carregados pelas diferentes gerações que habitam a mesma casa.


10. Nostalgia da liberdade


O número de #tbt no Instagram é diretamente proporcional a quantidade de dias que permanecemos em casa. São inúmeras as postagens que fazem referência aos tempos de liberdade no Instagram e reflexões sobre a liberdade que tínhamos pré-confinamento.


11. Na sua casa ou na minha?


A casa passa a ser um ambiente de testes controlados – agora que estamos confinados podemos fazer tudo o que não podíamos fazer antes por medo de alguém ver o resultado. Esses testes geralmente estão associados à nossa própria imagem, seja por curiosidade de como você ficaria com ou sem barba, com o cabelo cortado ou tingido de outra maneira.



12. Você se arruma pros outros e não para si mesmo


Seja ficar sem maquiagem em casa, deixar de cortar o cabelo e crescer a barba, as pessoas estão mais relaxadas em relação à sua própria imagem já que não vão aparecer para mais ninguém – exceto quando participam de uma vídeocall. Nesses casos, as pessoas trocam pelo menos a camiseta para estarem mais “apresentáveis”.


13. A domesticação dos humanos é uma ilusão


As corridas para abastecimento no início da pandemia nos mostraram que seres “domesticados” e “civilizados” são ilusões e construções criadas para o funcionamento da sociedade. Em casos de crise, voltamos ao nosso estado animal – agimos por instinto e não de forma racional. Curiosamente, após toda essa corrida, começa uma onda de altruísmo – pessoas pedindo comida para dar aos entregadores, auxílio para populações carentes, lives para doações maciças.


14. Fantasmas


A partir do momento em que todos foram obrigados a se tornarem digitais, o mundo passa a habitar o ambiente online. Isso significa que temos fantasmas – pessoas que não são vistas por não estarem no mundo digital. O abismo entre os analógicos e digitais cresce e teremos que lidar com isso em algum momento. Por isso, as discussões relativas à exclusão digital e salários mínimos universais crescem.


15. O dinheiro compra privacidade, espaço e liberdade


Enquanto alguns vivem férias, outros são forçados a se virar ou a correr riscos para se manter durante a crise. Aprendemos que se você tem dinheiro o suficiente, você consegue comprar um imóvel que te garante privacidade (cada um pode ficar no seu cômodo), espaço (você pode ficar na churrasqueira, piscina, tomar sol na laje ou conversar com sua família na sala) e consegue ter sua própria liberdade ao se deslocar com seu próprio carro, ir para sua casa de campo ou até seu barco.


16. As pessoas querem se comunicar


A maior parte dos apps baixados durante o período de quarentena tem como funcionalidade principal a comunicação, com exceção de dois apps de entretenimento (Netflix e Disney+).

Dentro do grupo de apps de comunicação mais baixados estão redes sociais como: TikTok, Houseparty, Instagram, Whatsapp, Facebook e Snapchat. Aparecem também como parte relevante dos downloads os apps que promovem a comunicação direta (substituindo telefones): zoom, hangouts, Google meet, Messenger e Microsoft teams.





17. Qualquer hora é hora


O horário comercial mudou. As pessoas têm diferentes horários e não dá pra replicar a rotina do escritório em casa, seja para o bem ou para o mal. Você agora está em casa e precisa resolver problemas que não tinha antes e isso pode afetar a rotina normal de trabalho. Ao mesmo tempo, nos momentos em que você está livre, o trabalho é uma fuga do tédio.


18. Aplicativos de relacionamentos não são criados para relacionamentos


Após o lockdown, o uso de apps de relacionamento caiu. Ao mesmo tempo, o número de download de jogos aumentou. Não há necessariamente uma relação direta entre esses fenômenos. No entanto, agora que não há previsão de volta e devemos tomar cuidado em relação ao contato físico, esses apps se tornam pouco interessantes – caso isso não fosse uma possibilidade, poderíamos ver pessoas utilizando da mesma maneira os aplicativos de namoro para tentar buscar conversas com potenciais candidatos a relacionamento. Seria este um bom momento para tentar buscar conexões mais profundas com os candidatos, já que não é possível realizar os encontros presenciais – a exemplo das séries de “namoro às cegas” que vêm fazendo sucesso no Netflix. Ah vai, não é esse o objetivo principal desses apps.


19. Digitalizar deve ser a bandeira dos governos


Muitos governos foram pegos de surpresa e ainda estão tentando resolver questões isoladas e imediatas relativas à economia, saúde e educação. Apesar de estes serem temas relevantes, os governos deveriam se preocupar com uma questão maior que permeia todos esses setores: o digital. Tudo deve ser digital para garantir que os cidadãos sejam contabilizados nesta nova realidade. Afinal, só será possível manter os serviços básicos do governo de forma digital. Ou seja, os governos agora passaram a ser digitais também. É necessário que eles enxerguem isso.


20. Empresas de tecnologia não são uma bolha


Muitos ainda afirmavam que empresas de tecnologia viviam uma bolha que estava prestes a estourar a qualquer momento. Essas pessoas acreditavam que seria a hora de uma nova crise ponto com. Agora, ao contrário, notamos o valor que estas empresas de tecnologia possuem, sejam elas focadas em infraestrutura ou software. Precisamos delas mais do que nunca.



16 visualizações

©2020 por BITS Academy

Escola e Consultoria de Inovação e Transformação Digital

Rua Fidêncio Ramos, 101, Vila Olímpia, São Paulo/SP

  • LinkedIn - círculo cinza
  • Facebook - círculo cinza
  • Instagram - Cinza Círculo