As mudanças em um mundo pós-coronavírus

Algumas mudanças vão acontecer após a quarentena. Estamos vendo alguns países começando a relaxar o isolamento para que a economia possa retomar. Afinal, todos os países estão sofrendo com os impactos econômicos do isolamento que parecem ser tão ruins quanto os números da doença.


Nesta nova sociedade para a qual voltaremos podemos notar diferenças de hábitos para garantir que a disseminação da doença não aumente.


Restaurantes


Embora tenha começado como uma situação temporária, a situação atual demonstra que teremos que nos acostumar com um novo tipo de vida social, já que não será possível extinguir o coronavírus em um futuro próximo. Assim, alguns discursos vindos da OMS e outras organizações já indicam que teremos que nos adaptar. Portanto, uma situação que começou como algo temporário pode durar mais tempo do que o imaginado ou se tornar algo permanente.


Diante disso, algumas empresas já têm aproveitado a nova situação para criar novos produtos e antecipar os novos hábitos que surgirão. A tendência é que barreiras divisórias possam se estender para outras áreas e situações, tais como restaurantes.



Apesar disso, algumas tendências provavelmente não vão se concretizar e parecem ser uma situação exagerada – até por conta da aplicabilidade. A título de exemplo, a criação de barreiras na praia pode aumentar a temperatura do quadrante (algo como um efeito estufa) e prejudicar as pessoas com o calor excessivo, o que pode não fazer sentido.



Mercados globais, não locais


Em alguns segmentos, o impacto econômico pode ser significativo a ponto de forçar empresas a buscarem mercados globais em complemento aos locais. Assim, ter clientes internacionais pode passar a ser uma estratégia para ampliar o seu mercado de atuação, uma vez que os mercados nacionais passam a ser limitados. Além disso, a variação cambial também torna o movimento atraente para a empresa.


Isso vale também para o mercado de trabalho – algumas economias podem não oferecer oportunidades suficientes de emprego, principalmente após os recentes cortes de trabalho pelo mundo inteiro e a recessão econômica. O que pode ocasionar um aumento do processo chamado “brain drain” – fuga de cérebros – no qual os empregados locais buscam postos de trabalhos em mercados externos, deixando o país sem mão de obra qualificada. Isso já acontece na área de Tecnologia da Informação e pode vir a se intensificar.


O recebimento em dólar dessa categoria pode causar um aumento nos salários dos empregados locais que forem atender esse mercado externo, o que dificulta a contratação pelo mercado local.


Reorganização das cidades


Ao mesmo tempo, algumas cidades estão começando a se reorganizar. Vemos na Colômbia um rodízio de pessoas baseado em gênero. Em determinados dias homens podem sair de casa e em outros dias, as mulheres.



Da mesma forma, os Estados Unidos já estudam como adotar o rodízio para alunos em escolas para poderem voltar às aulas em ambiente físico.


Esses rodízios podem ser adotados também para os regimes de home office das empresas, que, em um mercado em recessão, precisarão manter os custos baixos e ativos alavancados. Em último caso, isso significa evitar alguns custos fixos como pagar por grandes lajes corporativas.


Para aqueles que forem fisicamente ao trabalho, o espaço deverá ser repensado para diminuir o adensamento e garantir um distanciamento seguro – assim como nos restaurantes.


Outro ponto que deverá ser repensado é a concentração da maioria dos empregos e empresas nos centros das cidades. A necessidade de distanciamento pode fazer com que governos criem incentivos para redistribuição dessa aglomeração para diferentes áreas da cidade, evitando a concentração de um grande número de pessoas em transportes públicos em um mesmo sentido e para um mesmo destino.




Pela primeira vez estamos olhando para a China para saber como o resto do mundo deverá agir frente aos eventos atuais, em vez de olhar para os EUA. Isso diz muito sobre a mudança de poder e sobre o novo mundo em que estamos prestes a entrar.


Logicamente, pode ser que nada disso aconteça – mas precisamos estar preparados para diferentes tipos de prováveis cenários para saber como agir estrategicamente.

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